Nem tudo são flores

Essa semana tive meu primeiro "desentendimento" com a saúde coletiva, ou melhor, com uma idéia exposta por um professor que possivelmente possa ser uma linha de pensar do sanitarista. Mas sei que existe brigas em todo e qualquer relacionamento, então...

Segue meu causo.

Estávamos apresentando trabalhos sobre lugares como o Centro de Saúde Modelo, Hospital Colônia Itapuã, Hospital Psiquiátrico São Pedro entre outros. No meio da apresentação do meu grupo (que estava apresentando sobre o Centro de Saúde Modelo) dei uma opinião (meio senso comum eu sei) sobre o não aproveitamento dos espaços físicos desses lugares. Que a grande maioria são superestruturas sem função, apesar de muitas precisarem de reformas e outras não terem mais condições de suportar modificações.

O prof. então falou que isso deveria ter sido pensado antes, com uma gestão que tivesse visão de possíveis mudanças na saúde e na sociedade.

Sim. Concordo que os próximos gestores DEVEM ter essa visão para evitar que se cometa esses tipos de erros.

Até aí tudo bem, mas minha indignação é a seguinte: então todas essas estruturas enormes, com toda uma história, precisam ficar sem utilidade? Mesmo com tantas necessidades da sociedade, com tantos lugares com superlotações e sem espaço para acomodar tantas pessoas? Será mesmo mais sensato deixar ao léu esses espaços até que o tempo os consumam de vez?

Parece ser mesmo mais cômodo ($$$) fazer novas estruturas e aproveitar para fazer "um caixa 2" do que tentar reciclar essas já existentes... O dinheiro público REALMENTE só pode dar em árvores e pelo jeito estamos vivendo em um país de primeiríssimo mundo, onde todas as pessoas têm um teto para se proteger, barrigas cheias, ensino superior e saúde exemplar.

Não gostei disso! E acho que nunca vou pensar dessa forma... #prontofalei

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