Afinal, o que é ser normal?
Defendemos e difundimos a normalidade. É mais fácil e cômodo pertencer ao grande grupo, fazer parte do senso comum. Ao nos depararmos com algo "anormal" estranhamos, pois não faz parte do que estamos acostumados a conviver.
Ser normal também é um modo de defesa. Sentir-se normal é sentir-se protegido. As pessoas ditas normais são aceitas socialmente, tem chances de terem futuros promissores. Diferentemente das pessoas consideradas "anormais", "especiais" e outras conotações, que permanecem à margem da sociedade, mais parecendo fantasmas ou grandes fardos a serem "carregados" pelos considerados normais.
Nos últimos anos tem se lavantado a bandeira da "inclusão social", que insere - em doses homeopáticas- os "diferentes" no mercado de trabalho, a fim de se tornarem úteis socialmente. Se tornar útil socialmente? Traduzindo no bom e velho dialeto capitalista, significa fazer dinheiro e gastar dinheiro, colaborando para o funcionamento das engrenagens da máquina da economia.
Mas afinal de contas, o que ser normal? Ser normal é relativo. Relativo porque por exemplo,se tem uma sala cheia de pessoas que enxergam e entra um PPD (pessoa portadora de deficiência) visual, ela irá ser a minoria, portanto, o diferente. Mas se a situação for a inversa, e em uma sala cheia de deficientes visuais entra um indivíduo que enxerga, este será o diferente, o anormal. Portanto tudo o que foge da opinião da maioria acaba sendo considerado anormal.
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